15 de março de 2014


Teste
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Diz por mim




Delírio (Vanessa da Mata)
Dá o seu gosto de desejo
Dá os seus olhos de menino
Sem regra ou comprometimento
Sem se importar com que for vendo
Nossa sede de liberdade
Eu quero é dançar da forma que me der
A música expondo o seu corpo à vontade
Nas incontáveis formas de se divertir
Dá o seu gosto de desejo
Dá o seu beijo despojado
Seus pensamentos mais intensos
O seu rosto de pecado
Nos gemidos que desordenam
Nas mãos que me fazem entender Adão
A música expondo seu corpo ao delírio
Nas incontáveis formas de se divertir

Essa semana, sem querer, me lembrei da redação que fiz no vestibular que fiz pra UFF onde o tema não importa muito mas o formato era um relato pessoal. Belê, debruçei em cima. Quando termino a redação, vi que fiz um plágio da expressão "que desordenam" dessa música (que não por acaso foi uma das trilhas sonoras do meu ano de vestibular). Sendo assim, percebi (tardiamente, talvez você pense) o quanto essas artes me influenciam. E de Vanessa da Mata, que herdou uma escrita tão visual de Machado de Assis, veio essa pequena expressão que já existia (mas é claro, as palavras existem e são livres) que entrou na minha história já que fui aprovado no vestibular (às duras penas e prometo acabar com parêntes, fim). Outro quesito mais profundo é essa questão de escrever materializando pessoas, lugares e tentando com os sentimentos. Pra chegar o mais próximo que seja do lampejo imediato
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22 de novembro de 2009

Travessia



A semana era especial, alguns acontecimentos tão esperados e mesmo que fossem de esferas distintas do atual tormento eram pequenos enormes propulsores pros milhões de músculos do rosto se movimentarem.

Achava que detinha o manual quando tudo aquilo era apenas especificações técnicas de vida. Algo como 'durma bem, coma bem, gostar de si, ter esperança e persistência'. E sentia rei de si quando pensava que em duas décadas tinha um portfólio de sentimentos, mas era mais um de seus superficialismos.

Enfim, voltando a semana de nosso herói: as madrugadas voltaram a ser longas e regadas à frieza do eletrorock ou ao aconchego dos grandes jargões populares. Os olhos só desciam com o subir do Sol, normal. Ensaiou um milhão de mensagens que obviamente nunca eram entregues. Mas sentia que não era só isso que lhe tirava o sono. Decidiu ler e na página 32 um grito de alerta interno lhe baqueou de susto.

O brilho tomou conta dos olhos, tinham que ver, e as carnes do rosto indescentemente rosadas. Descobriu que todo o tormento - até então creditado a problemas com terceiro (singular masculino) - era apenas uma puta de uma fome notívaga.
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