22 de novembro de 2009

Travessia

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A semana era especial, alguns acontecimentos tão esperados e mesmo que fossem de esferas distintas do atual tormento eram pequenos enormes propulsores pros milhões de músculos do rosto se movimentarem.

Achava que detinha o manual quando tudo aquilo era apenas especificações técnicas de vida. Algo como 'durma bem, coma bem, gostar de si, ter esperança e persistência'. E sentia rei de si quando pensava que em duas décadas tinha um portfólio de sentimentos, mas era mais um de seus superficialismos.

Enfim, voltando a semana de nosso herói: as madrugadas voltaram a ser longas e regadas à frieza do eletrorock ou ao aconchego dos grandes jargões populares. Os olhos só desciam com o subir do Sol, normal. Ensaiou um milhão de mensagens que obviamente nunca eram entregues. Mas sentia que não era só isso que lhe tirava o sono. Decidiu ler e na página 32 um grito de alerta interno lhe baqueou de susto.

O brilho tomou conta dos olhos, tinham que ver, e as carnes do rosto indescentemente rosadas. Descobriu que todo o tormento - até então creditado a problemas com terceiro (singular masculino) - era apenas uma puta de uma fome notívaga.

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